terça-feira, dezembro 28, 2004

Otto e mezzo


Na história da humanidade houve um punhado de pessoas que conseguiram deixar a sua marca pessoal no vastíssimo mundo cultural. Numa obra eterna conseguiram não só exprimir a mensagem que se remoía na sua garganta, mas também fazê-lo de uma maneira própria que abriu uma janela para o seu complexo espaço interior.
Todos sabemos reconhecer essas obras especiais que viajam no espaço literário, cinematográfico, musical... Estamos habituados a sentir uma miscelânea de experiências no visionamento de qualquer obra de qualidade, mas quando deparamos com uma destas obras-primas somos totalmente arrebatados, ficando num estado de coma temporário que só termina quando fechamos de novo o universo que se abriu a nossos pés (há até muitos que nunca regressam)!
Quais as origens desta anormal capacidade de comunicação? Toque divino, trabalho, brilhantismo genético? Pura e simplesmente sorte? Talvez um pouco de cada uma... O fundamental é que não é uma façanha ao alcance de todos, e deprime-nos pensar que não seremos capazes de a alcançar.
O fechar do Universo magnífico criado por um artista exímio traz-nos de volta para a nossa vida banal e desprovida de experiências transcendentais. Tal como uma droga, a vivência com as grandes obras deixa-nos sequiosos de mais um momento de contacto divino e passamos a viver na ânsia de voltar a viajar nas horas únicas de descoberta de uma obra nova.

1 Comments:

At 9:49 p.m., Blogger AnaP said...

Por vezes penso que a Arte é a prova de que Deus existe... :-) Beijinhos***

 

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